Um pastor foi conduzido à delegacia após ser acusado de praticar homofobia dentro do Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana. O caso ocorreu na última segunda-feira (20), véspera de feriado, e está sendo investigado pela Polícia Civil.
Moisés Neri dos Santos, conhecido como Pastor Moisés, ganhou notoriedade nas redes sociais por realizar pregações em espaços públicos e privados da cidade. Ele presta serviço religioso na unidade hospitalar e foi denunciado por um servidor após uma suposta declaração considerada ofensiva.
De acordo com a defesa, o pastor foi acusado de proferir uma fala de cunho homofóbico contra um funcionário do hospital. A guarnição policial foi acionada para atender a ocorrência, e o religioso acabou se apresentando espontaneamente na delegacia, onde prestou esclarecimentos.
Ainda segundo o advogado, o delegado responsável optou por registrar o caso por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), sem efetuar prisão em flagrante, além de determinar a abertura de investigação para apurar os fatos.
A defesa também informou que a pessoa que se sentiu ofendida é estudante de Direito e relatou que a suposta fala não foi direcionada especificamente a ela, mas feita de maneira generalizada.
Todos os envolvidos, incluindo uma testemunha, foram ouvidos e liberados em seguida. Agora, a defesa aguarda os desdobramentos do caso na Justiça.
O advogado afirmou ainda que orientou o pastor a ter cautela em suas declarações públicas, ressaltando que falas que possam ser interpretadas como discriminatórias podem gerar consequências legais.
Desde decisão do Supremo Tribunal Federal em 2019, a homofobia passou a ser enquadrada como crime no Brasil, sendo equiparada à Lei de Racismo. Na prática, atitudes de discriminação ou preconceito contra pessoas LGBTQIAPN+ podem resultar em punições previstas na legislação.
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